Werner Schünemann, Paulo Goulart e elenco de “Nosso Lar” prestigiam pré-estreia do filme em São Paulo

25/08 – 06:41hs

Werner Schünemann, Paulo Goulart e elenco de “Nosso Lar” prestigiam pré-estreia do filme em São Paulo

Carol Martins, especial para o iG
A pré-estreia do filme “Nosso Lar”, de Wagner de Assis, na noite desta terça-feira (24), reuniu famosos no cinema do Shopping Villa Lobos, em São Paulo.

“O filme foi muito legal de fazer. Faço o Emmanuel que é um homem já iluminado, um espírito já evoluído. Ele é um cara que chegou a um ponto que o exercício da fraternidade é uma coisa natural dele. Ele não precisa a se obrigar a ser fraterno, não tem outro jeito de ser, é o único jeito que ele tem de ser. Esse é, digamos, o estágio evoluído do cara que é bom, e ele é bom”, analisou o ator Werner Schünemann sobre o personagem do livro “Nosso Lar”, que dá vida ao filme, e que é psicografado pelo espírito Emmanuel através do médium Chico Xavier.

O ator ainda mostrou ser um amante de histórias religiosas, independente de sua crença. “Eu acho esse tipo de história que está calcada em fé religiosa, sempre são histórias muito bonitas. Eu não tenho fé e nenhuma relação com o espiritismo e com nenhum tipo de Deus, mas eu adoro essas histórias, me interesso por elas e as estudo. Fui professor de história e a coisa que eu mais gosto nessa área de antropologia é justamente a antropologia das religiões”, revelou o Saulo Gouveia da novela “Passione”.

“Eu vivo de fantasia. Tudo é fantasia. É a minha maneira de ver, mas isso não desrespeita nada. É uma maneira de ver e eu acredito profundamente nessas coisas. Eu acredito o que eu faço na novela, é ficção, e eu faço de coração como fiz muito de coração o Emmanuel”, finalizou o ator.

Igual ao colega, Rosanne Mulholland também não é religiosa, mas admira a doutrina. “Não tenho uma crença muito religiosa. Eu respeito o espiritismo e admiro alguns pontos que eles acreditam, como a solidariedade, a maneira de como não julgam as pessoas. Eu acho que eles tem uma maneira muito bonita de levar a vida”, elogiou ela que interpreta no filme, Eloísa.

“Ela é uma menina que morreu muito jovem e não se conforma com a própria morte, então ela questiona todo o modo de vida das pessoas do Nosso Lar”, contou a integrante da primeira temporada de “A Liga”, da Band.

Já o veterano Paulo Goulart, ator de “Ti-ti-ti”, chegou acompanhado da mulher e colega de elenco da novela global, Nicette Bruno.

“Sou espírita há mais de trinta anos e divulgar a doutrina através da arte, me sinto fazendo a minha parte”, disse ele, que faz uma participação especial no longa.

Para Ana Rosa, que interpreta Laura, a ligação com a religião foi fundamental para sua vida. “Tive duas experiências dolorosas. Em 1962, meu primeiro filho, Maurício, faleceu com um ano e dois meses, de leucemia. Me deram de presente o livro ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’, de Allan Kardec, e depois disso comecei a frequentar e a estudar com a minha família”, revelou a atriz.

“No meu segundo casamento, tive duas filhas, e a minha primogênita desencarnou em 1995, vítima de um acidente, no Rio. Felizmente eu já era espírita e agradeço a Deus porque já tinha esse conhecimento e consolo dessa doutrina”, contou ela, que conseguiu assimilar de forma diferente a primeira dor da segunda.

“Não é mais fácil, a dor é a mesma, mas a tua compreensão para lidar com a morte é que muda, porque acredito que há vida depois da morte”, completou Ana Rosa, que só tem alegrias com o espiritismo.

“Consegui minha primeira psicografia através do médium Celso de Almeida, em Uberaba, Minas Gerais. Até hoje tenho notícias maravilhosas da minha Ana Luíza, graças a Deus”, completou a atriz que interpreta Graciema, em “A Cura”, seriado global que tem o espiritismo como um dos temas.

Othon Bastos relembra a influência do espiritismo em sua vida. “Meu pai era um poeta, fazia esse tipo de leituras e reunia pessoas em casa para orações e eu ficava ouvindo”, disse.

“Ele é o governador desta cidade espiritual. Ele recebe cada pessoa que vai para lá, com serenidade, amor, e luz”, disse sobre o personagem Anacleto.

“É uma experiência linda fazer uma obra que tem mais de 40 milhões de exemplares vendidos. As pessoas podem não ter lido, já ouviram dizer pelo menos o nome do livro. É muito importante porque resgata em cada ser humano a espiritualidade. Não é que o filme vai conduzir a pessoa a ser um espírita, mas o filme leva você a ser um ser espiritual, porque é a espiritualidade que estamos perdendo. Estamos abandonando e deixando de dialogar com Deus e os homens estão cada vez menos dialogando nem consigo mesmos”, filosofou o ator.

A estreia do filme nos cinemas está prevista para 3 de setembro e conta ainda com os atores Renato Prieto, Fernando Alves Pinto, Inez Viana, Rodrigo dos Santos e Clemente Viscaíno.

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