Renato Prieto é Entrevistado no Diário de Santa Maria-RS

TEATRO

Um ator veículo do espiritismo

Renato Prieto, de ‘Nosso Lar’, traz para a região peça que faz graça com a morte

O ator Renato Prieto já trabalha com a temática espírita há quase 30 anos. No teatro, ele já tem um público cativo, mas foi graças ao cinema que seu nome ganhou maior projeção. No ano passado, Prieto interpretou o espírito André Luiz no sucesso de bilheterias Nosso Lar, que foi visto por mais de 4 milhões de pessoas. Hoje, ele se apresenta em Tupanciretã e neste fim de semana chega ao palco do Theatro Treze de Maio com a peça A Morte é Uma Piada, que, em Santa Maria, terá uma sessão no sábado e duas no domingo. A proposta é fazer o público refletir sobre velhas inquietações: De onde viemos? O que estamos fazendo aqui? Para onde vamos?

– Se a vida continua e que o que vivemos aqui é uma passagem, a morte é só uma piada – diz Prieto, que divide o palco com Sylvia D’Silva e Rosana Penna.

A peça traz os atores em pé, sem muitos acessórios cênicos, no chamado humor de cara limpa. O tom é bem próximo aos dos programas de auditório e não faltam histórias, músicas e piadas relacionadas ao tema morte.

Com canções de Roberto Carlos, Milton Nascimento, Fernando Brant, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Paulo César Feital e Noel Rosa, A Morte é Uma Piada abusa do cotidiano para tentar mostrar que a morte deve ser encarada como uma passagem, e não como o fim de tudo. Por isso, não estranhe quando, a certa altura do espetáculo, Prieto soltar a voz cantarolando “não quero choro, nem vela, quero uma fita amarela, gravada com o nome dela”, como fazia Noel.

No ano passado, a peça Além da Vida, dirigida por Prieto chegou a passar pela cidade, mas ele não veio porque estava envolvido com outros compromissos. Agora, ele se encontra com o público.

Diário de Santa Maria – Como entender que a morte não é uma grande tragédia?

Renato Prieto – Se a morte não for encarada como o fim de tudo e, sim, como algo natural, se você acreditar que a vida continua depois dela, a morte passa a ser uma piada. O que buscamos é isso, mostrar às pessoas que as coisas não param ali e, por isso, não há motivo para desespero. Para isso, usamos textos, alguns reflexivos, outros engraçados, do Divaldo Pereira Franco e do Chico Xavier, costurados com canções.

Diário – Como é ter participado da criação do teatro espírita?

Prieto – Sempre tive interesse de usar a arte para tentar mudar a vida das pessoas para melhor. A temática espírita sempre esteve presente em minha vida porque sou espírita desde garoto. Sou um dos pioneiros do teatro espírita, junto com o César Vannucci, o Felipe Carone, o Lúcio Mauro e outros. Fico muito satisfeito porque tenho a oportunidade de defender no palco uma ideia com a qual me identifico muito.

Diário – Como você vê o sucesso dos filmes Chico Xavier e Nosso Lar e de novelas e minisséries com o espiritismo?

Prieto – Não existe quem não tenha interesse em saber por que nasce, cresce, cumpre uma etapa e acaba desencarnando. Os espetáculos e o cinema respondem muito bem a essas inquietações. O público foi se interessando e aprendendo a respeitar o nosso trabalho e as nossas crenças.

Diário – Você chegou a conhecer o Chico Xavier. Como foi esse relacionamento com ele?

Prieto – Eu queria estar perto dessas pessoas respeitadas e queridas, como o Chico (Xavier) e o Divaldo (Pereira Franco). Era uma questão de interesse meu em não deixar de me aproximar deles. O Chico sempre nos incentivava muito. Ele acreditava que, quanto mais pessoas pudessem se colocar a serviço das outras, melhor seria para a humanidade. Pensava que a arte era um dos melhores veículos de comunicação, devido a sua facilidade em levar a mensagem.

Diário – Como surgiu a oportunidade de fazer Nosso Lar?

Prieto – Eles sabiam do sucesso que eu estava fazendo com o teatro espírita e me viram como uma possibilidade para interpretar o André Luiz. Estudei muito. Posso dizer que me entreguei de alma ao personagem. O fato de o filme ter se tornado um dos maiores sucessos do cinema brasileiro consolidou esse trabalho e deu maior visibilidade ao que já vínhamos fazendo.

Diário – Como lidar com diferentes personagens?

Prieto – O ator se encaixa em qualquer proposta, desde que seja um bom observador. Eu estudo muito, quero conhecer a personalidade dos personagens. Esse resultado acaba aparecendo. Aceitei fazer o trabalho porque era um desafio para a minha carreira e para a minha história. Quando o resultado foi positivo, fui ficando grato.

marilice.daronco
MARILICE DARONCO

Entrevistado no Diário de Santa Maria-RS http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,1300,3251479,16762

Anúncios

2 comentários

  1. Araci Rodrigues disse:

    Sr. Renato Prieto,tive a opurtunidade de poder ver a sua peça, A morte é uma piada aqui em mogi das cruzes, tudo bem que faz tempo mas só agora é que posso dar minha opinião,espero que o senhor entenda. Mas foi muito ótimooooooooooooooooo!!! rsrsrs, assim como tbm vi o nosso lar e amei, que DEUS abençõe vc a e sua família. Um abraço.

    Curtir

    1. projetorenatoprieto disse:

      Obrigado e paz sempre a luta é grande e é de todos nós.

      Curtir

Os comentários estão encerrados.