Peça discute tensões entre o cinema e o teatro

LUIZ FELIPE REIS (EMAIL·FACEBOOK·TWITTER)

Publicado:3/05/13 – 18h32
Atualizado:3/05/13 – 18h35
O ator Renato Prieto em cena da peça 'Encontros impossíveis' Foto: Divulgação

O ator Renato Prieto em cena da peça ‘Encontros impossíveis’ Divulgação

RIO – Jornalista em fim de carreira, Adão já teve status, importância, mas seus ideais foram, aos poucos, soterrados. De férias e isolado em seu apartamento no Leme, no dia do seu aniversário ele inicia um balanço dos anos que passou na redação de um jornal. Polariza erros e acertos, conquistas e derrotas, feitos e frustrações, e é a partir de seus dilemas que se desenrola a peça “Encontros impossíveis”, que entra em cartaz hoje, às 18h, no Teatro do Leblon. Escrita pelo jornalista e crítico de cinema do GLOBO Rodrigo Fonseca e dirigida pelo cineasta Gustavo Gelmini, a montagem articula cinema e teatro e leva o ator Renato Prieto a contracenar com imagens em animação projetadas no cenário.

— Toda a minha formação foi entre o cinema e teatro, e já há algum tempo trabalho com imagens em espetáculos de dança — diz Gelmini, que assina a sua primeira direção teatral. — O cinema aqui não é um adorno, criamos realmente um cine-teatro em que as duas linguagens estão em cena na mesma medida.

Prieto avalia a experiência:

— Já fiz muito cinema e teatro, mas nunca contracenei com imagens desse modo — diz o ator, conhecido por longas como “Nosso lar”. — Tive de me preparar bastante para entender esse jogo com as imagens. Depois do “Nosso lar” queria fazer um teatro que me desafiasse, uma proposta inovadora entre o cinema e o teatro, e aí busquei pessoas da área para isso.

Entre eles, o crítico de cinema Rodrigo Fonseca, que também faz sua primeira incursão na dramaturgia. Ele conta que o ponto de partida para a estrutura da peça foi o roteiro do longa “Cliente morto não paga” (1982). Dirigida por Carl Reiner, a fita é estrelada por um Steve Martin detetivesco que encontra homens e mulheres perigosos extraídos de filmes dos anos 1940 e 1950. Na trama de “Encontros impossíveis” é o jornalista Adão que trava contato com personalidades externas ao seu convívio real, cotidiano. Mas em vez de estrelas do cinema, ele protagoniza encontros (im)possíveis com Freud, Frank Sinatra, Gandhi, Madre Teresa, Carmen Miranda, Marilyn Monroe, Judy Garland e Martin Luther King, entre outros.

— Ele exorciza frustrações e realiza desejos elaborando e vivendo essas entrevistas com personalidades inalcançáveis. Até que, de repente, elas começam a se materializar e a invadir o seu apartamento — diz Fonseca. — Tudo isso ocorre a partir da tensão entre o cinema e o teatro. Me inspirei bastante nas experiências de Godard e de Peter Greenaway.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/peca-discute-tensoes-entre-cinema-o-teatro-8284529#ixzz2STO0AztL 
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3 comentários

  1. TACARACI disse:

    Reblogged this on MANANCIAL DE LUZ.

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  2. Elaine disse:

    Well Done! I am very proud of you.

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  3. UM JORNALISTA VIU A PEÇA DE NOSSO AMIGO! << ELE FOI ALÉM DE IMAGINAÇÃO DE NÓS SEM SABIENCIA FOI DE< GODARD HA PETER ! IMAGINE! EU TENHO RAZAÃO DE AMAR O RENATO PRIETO! TENHO 74 ANOS E VI ESTE GAROTO LINDO TE AMO QUERIDO! SUAS PEÇAS SÃO LUZ QUE NÓS DÃO ALENTO! BIA JARDIM

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