Renato Prieto interpreta texto de estreia do jornalista Rodrigo Fonseca. O repórter de ‘ Encontros Impossíveis’ conversa com figuras históricas

14/09/2013 12h28 – Atualizado em 14/09/2013 12h28

Renato Prieto interpreta texto de

estreia do jornalista Rodrigo Fonseca


O repórter de ‘Encontros Impossíveis’ conversa com figuras históricas

Por Globo TeatroPublicado originalmente em 06/05/2013

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No monólogo, o jornalista Adão recebe a visita de personalidades históricas (Foto: Divulgação)No monólogo, o jornalista Adão recebe a visita de personalidades históricas (Foto: Divulgação)
Imagine receber a visita de Freud, Carmen Miranda, Marilyn Monroe e até Mahatma Gandhi dentro de sua própria casa. É isso que acontece com Adão, um jornalista que já teve sua importância, mas chegou ao fim da carreira. Em uma noite aparentemente comum em seu apartamento no Leme, ele recebe grandes nomes da humanidade em sua sala de estar – pessoas que sempre quis entrevistar, embora elas já tenham partido deste mundo há tempos. Este é o mote do espetáculo “Encontros Impossíveis”. O monólogo é estrelado por Renato Prieto, dirigido por Gustavo Gelmini e marca a estreia do repórter e crítico de cinema Rodrigo Fonseca como dramaturgo.
– Sempre amei teatro e tinha o desejo de trabalhar com isso. Mas a oportunidade só chegou com o convite do Renato, que curiosamente foi a primeira pessoa que entrevistei na minha vida. Dez anos depois, nos reencontramos quando fui fazer uma matéria do filme “Nosso Lar”, protagonizado por ele. Nessa ocasião, ele disse que me procuraria para trabalharmos juntos em um espetáculo que tivesse a ver com cinema. A princípio, eu faria penas uma consultoria. Porém a afinidade que tive com o Gustavo, o diretor, fez com que Renato me convidasse para escrever todo o roteiro – lembra Fonseca, que aponta o cineasta Glauber Rocha e o dramaturgo Plínio Marcos como as entrevistas que gostaria de realizar com personalidades que não estão mais entre os vivos.
A partir do contato com alguns de seus ídolos, o protagonista começa a questionar sua própria sanidade, suas escolhas e os caminhos tomados ao longo da vida. A peça explora questões existenciais, a partir de uma relação com a história da cultura – em especial, o cinema. Em cena, este encontro entre as duas linguagens se dá a partir de um aparato de projeção digital, que exibe todas essas figuras emblemáticas que vistam Adão em sua sala de estar.
Fonseca foi convidado pelo ator Renato Prieto a escrever todo o roteiro (Foto: Divulgação)

Fonseca foi convidado pelo ator Renato Prieto
a escrever todo o roteiro (Foto: Divulgação)
– Observei o que já tinha feito em minha carreira, personagens que já tinha vivido e que ainda gostaria de viver e percebi que, no teatro, nunca vi um ator contracenando com a tecnologia. Achei que poderia ser uma boa ideia, contanto que realizada de forma aparentemente real. Acho que essa foi a maior dificuldade: produzir com naturalidade os diálogos entre eu e todas aquelas projeções – frisa Prieto, que dedicou a maior parte dos três meses de ensaio ao aperfeiçoamento desta encenação.
Rodrigo Fonseca complementa:
– Buscamos tirar o protagonista daquele espaço de confinamento, do trabalho com outros atores em cena, que é utilizado na dramaturgia convencional. A ideia é estabelecer uma opção nova para veicular essa troca espírita, tendo como base o cinema a partir de vídeos digitais. O Renato é um ícone da dramaturgia espírita e está acostumado a trabalhar com um tipo de conceito que busca a transcendência. Por que não nos aproveitarmos do cinema, que realiza essa transcendência pela imagem?
Este é o 14º espetáculo do Projeto Teatro Espírita, idealizado por Prieto, que teve início em 1997 com a montagem “Allan Kardec – um Olhar para a Eternidade”.
– Depois de tantas encenações, é preciso inovar e surpreender aquelas pessoas que te acompanham há tanto tempo. Foi legal perceber que a tecnologia e a modernidade possibilitam a apresentações de novas óticas. É uma forma diferente de ver o mesmo conceito. Tenho certeza que o público vai se admirar com este novo espetáculo.

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2 comentários

  1. Lucia Cunha de Queiroz disse:

    Esta peça nos faz refletir muito nos ensinamentos de Kardec.
    O desencarne.

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  2. Nilza Toledo disse:

    Boa-noite,quero agradecer pelos post’s que me enviam,moro no interior de Minas e no tenho ,ainda ,como ir at seus encontros teatrais,mas fico feliz lendo por onde vais,e as apresentaes que fazes.Deus o abene sempre.bjs

    Date: Tue, 17 Sep 2013 23:59:41 +0000 To: azlintoledo@hotmail.com

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